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ONU apoiará projetos brasileiros para inclusão de meninas nas áreas de exatas e tecnologia

A ONU Mulheres e instituições parceiras anunciaram nesta semana (23) os ganhadores de um edital que disponibilizará recursos para projetos de inserção de meninas nas áreas de tecnologia e ciências exatas. Entre as dez iniciativas selecionadas, estão programas de capacitação em robótica, desenvolvimento de games e aplicativos, oficinas de mídias digitas e software livre e experimentos com plantas medicinais.

A ONU Mulheres e instituições parceiras anunciaram nesta semana (23) os ganhadores de um edital que disponibilizará recursos financeiros para projetos de inserção de meninas nas áreas de tecnologia e ciências exatas. Entre as dez iniciativas selecionadas, estão programas de capacitação em robótica, desenvolvimento de games e aplicativos, oficinas de mídias digitas e software livre e experimentos com plantas medicinais.

O segundo edital Gestão Escolar para Equidade: ELAS nas Exatas recebeu 113 inscrições e selecionou organizações do Rio Grande do Sul, Pernambuco, São Paulo, Goiânia, Pará, Mato Grosso e Paraíba. A estratégia de fomento é fruto de uma parceria entre o Fundo ELAS, o Instituto Unibanco, a Fundação Carlos Chagas e a agência das Nações Unidas. Entidades escolhidas atuarão em instituições de ensino do governo.

“Estamos muito satisfeitas de poder viabilizar oportunidades em escolas públicas para que meninas das cinco regiões do Brasil se aproximem e se apaixonem pelas ciências exatas”, diz a coordenadora-executiva do Fundo ELAS, KK Verdade.

Para Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil, a inclusão de meninas nas ciências e tecnologias é um passo fundamental para fechar as lacunas entre homens e mulheres. “Os projetos revelam o potencial de meninas e escolas em diferentes localidades do Brasil num campo de conhecimento que precisa se transformar a partir da presença e produção de meninas e mulheres.”

Na avaliação da representante das Nações Unidas, a igualdade de gênero é “um elemento central” no contexto do surgimento e disseminação de novas tecnologias de comunicação e informação, mas nem sempre merece a devida atenção, permanecendo uma “questão pendente na revolução digital que está acontecendo”.

“Colaborar com as escolas para a equidade na educação, desconstruir preconceitos de gênero contribui para a autonomia das jovens mulheres em suas escolhas profissionais. As mulheres têm muito o que contribuir para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia brasileiras”, defende Sandra Unbehaum, da Fundação Carlos Chagas.

Para Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, a seleção do segundo edital incluiu ainda a preocupação com outras desigualdades que permeiam a sociedade brasileira.

“A sólida capacidade técnica das pareceristas decidiu por dez projetos que representam todo o país, privilegiando uma diversidade de contextos para além de regiões metropolitanas. Estamos satisfeitos com o resultado pois permitiu aliar a agenda de equidade de gênero à étnico-racial”, explica.

Conheça os projetos escolhidos:

Akotirene Kilombo Ciência
Organização: Instituto COMPaz
Triunfo/RS

Projeto vai promover oficinas e palestras nos campos da Astronomia, Biologia e Química, com experimentos com plantas medicinais e observação do céu noturno, além de rodas de conversa sobre mulheres nas ciências, envolvendo alunas da escola parceira e da comunidade quilombola local.

Energéticas
Organização: Cientistas do Pampa
Uruguaiana/RS

Projeto vai promover rodas de conversa sobre mulheres nas ciências exatas, visitas a laboratórios científicos, capacitação de grupos de meninas para a construção de protótipos de geração de energia elétrica a partir do aproveitamento da energia solar e participação na feira de ciências da cidade.

LabElas: mídias digitais e software livre na Escola Estadual Indígena Pankararu Ezequiel
Organização: AMIGP – Associação das Mulheres Indígenas Guerreiras de Pankararu
Tacaratu/PE

Projeto visa oferecer oficinas em mídias digitais e software livre para meninas indígenas, capacitando-as na produção de rádio-documentários, podcasts, fanzines e outros materiais para que, empoderadas no uso de tecnologias, reconheçam seus talentos e oportunidades nas áreas de produção digital, tecnologia e comunicação, livres de estereótipos de gênero e raça.

GTE – Grêmio Tecnológico d’Elas
Organização: Associação REDECA
Franco da Rocha/SP

Projeto visa articular a gestão escolar e o grêmio estudantil em atividades como palestras de mulheres que atuam profissionalmente nas áreas de exatas e tecnologias, oficinas práticas focadas em programação de microcontroladores e robótica e oficinas de desenvolvimento de games e aplicativos.

Investiga Menina!
Organização: Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado
Goiânia/GO

Projeto vai promover ações coletivas para o benefício da comunidade escolar, visando proporcionar experiências e informações sobre as contribuições das mulheres para a criação de recursos científicos e tecnológicos. Serão desenvolvidos Objetos Virtuais de Aprendizagem (OVAs) sobre a história de mulheres cientistas contemporâneas, intervenções pedagógicas com rodas de conversa e vivências interculturais em que as estudantes terão contato com cientistas e pesquisadoras.

Projeto ProgrAmazonas
Organização: Associação Fab Lab Belém
Belém/PA

Projeto vai oferecer cursos teóricos e práticos de programação (Python, Arduino e programação para web – HTML, CSS e JavaScript) ministrados por mulheres para mulheres, discussões sobre o papel da mulher na tecnologia e palestras sobre a atuação feminina no desenvolvimento de tecnologias na região amazônica.

Sou mulher, sou negra, serei exatas!!!
Organização: Conselho Escolar Professor Severino Pessoa de Luna
Chã de Alegria/PE

Projeto pretende, através da divulgação de histórias de mulheres negras cientistas, despertar o gosto pelas ciências exatas, oferecendo também aulas de Matemática, Química, Física, oficinas de Robótica, visitas técnicas a laboratórios de universidades locais para as meninas e um seminário.

Gurias nas exatas
Organização: Meninas na ciência
Porto Alegre/RS

Projeto vai promover oficinas de robótica, observações astronômicas, visitas à universidade com debates, palestras sobre ciências abertas à comunidade, exposições itinerantes, formações para professores/as sobre estereótipos de gênero, além de produção de material informativo sobre ciência e gênero.

Lugar de Mulher
Organização: Associação de Pais e Mestres da Escola Estadual Lino Villachá
Campo Grande/MT

Projeto vai realizar oficina de fotografia, técnica conectada com conhecimentos de física, ótica, mecânica, matemática, proporcionalidade e geometria. A fotografia também será usada como uma ferramenta para abordar questões como autoestima e representação. Serão realizados ainda um grupo prepatório de estudos de ciências e matemática para as Olimpíadas de exatas, formação de professores e visitas a universidades.

Engenheiras da Borborema
Organização: Mulheres na Engenharia: IEEE/UFCG
Campina Grande/PB

Projeto visa promover oficinas práticas de eletrônica, informática, energias renováveis e programação, cine-debate e rodadas de palestras sobre mulheres nas ciências, visitas técnicas e capacitação de professores/as sobre novas didáticas para as exatas.