workimg

Privacidade do Facebook é alterada para evitar uso indevido de dados

Por Rafael Farinaccio

Os dados pessoais armazenados pelas redes sociais podem causar problemas e afetar as liberdades pessoais de um indivíduo, principalmente se caírem nas mãos de quem não deve.

Em 2016, o Facebook, o Instagram e o Twitter foram criticados pela União Americana de Liberdades Civis (American Civil Liberties Union – ACLU) após autoridades terem usado dados dessas plataformas para cercear a liberdade de cidadãos norte-americanos. Manifestantes que fizeram parte de protestos de maneira legal em Ferguson, no estado do Missouri, foram rastreados por meio de informações encontradas nas redes sociais.

Para evitar esse tipo de abuso de poder por parte das autoridades, o Facebook e o Instagram criaram novas políticas de privacidade para conter essas ações por parte das forças da lei

Para evitar esse tipo de abuso de poder por parte das autoridades, que utilizam dados pessoais dos usuários dessas plataformas para gerar ferramentas de vigilância – que são ilegais –, o Facebook e o Instagram criaram novas políticas de privacidade para conter essas ações por parte das forças da lei.

Esclarecendo as políticas

Infelizmente, a internet em sua cidade foi cortada apenas um dia depois de ele ter completado esses trabalhos. Para piorar, esse corte foi resultado de uma série de desavenças ocorridas entre as regiões norte e sul da República de Camarões, o que fez o governo realizar o corte de conexão de toda a região noroeste e sudoeste do país desde 17 de janeiro.

“Fiquei muito, muito surpreso. Isso queria dizer que todo o trabalho que tive escrevendo um monte de códigos realmente valeu a pena”, contou ele ao jornal BBC.

Quanto à ideia de ir morar com seus parentes na capital do país? A resposta, obviamente, era ter acesso à internet – afinal, convenhamos que um programador sem isso não tende a ir muito longe. “Eu queria ter uma conexão para poder continuar estudando e fazer contato com a Google”, contou ele.

O sonho de um jovem programador

Segundo uma declaração oficial do Facebook, “hoje estamos acrescentando idiomas às nossas políticas de plataforma do Facebook e do Instagram para explicar com maior clareza que desenvolvedores não podem ‘usar dados obtidos de nós para fornecer ferramentas que são usadas para vigilância’. Nosso objetivo é tornar nossa política mais explícita. Durante os últimos meses, tomamos providências rígidas em relação aos desenvolvedores que criaram e comercializaram ferramentas feitas para vigilância, violando nossas políticas existentes; queremos ter certeza que todo mundo entenda a política fundamental e como cumpri-la”.

Organizações de direitos civis e que defendem a liberdade de expressão dos cidadãos receberam bem a notícia

Organizações de direitos civis e que defendem a liberdade de expressão dos cidadãos receberam bem a notícia, pois consideram que a vigilância em massa das redes sociais é uma violação aos direitos das pessoas e um meio de desestimular a livre manifestação, direito de qualquer cidadão que busca condições de vida mais justas.